Weimar, die Goethe Stadt. A cidade de Goethe.

No dia 03 de março decidimos visitar Weimar. Eu não estava planejando visitar a cidade tão cedo, mas surgiu a oportunidade e fomos conhecê-la. Weimar é uma pequena cidade situada no estado de Thüringen (Turíngia). Saímos 07:35 de Leipzig, fizemos uma conexão em Halle, e praticamente 1:30 h depois chegamos em Weimar. A cidade estava vazia e silenciosa. Mas não demorou muito, após as 10:00 h, para que a cidade enchesse de turista. Me surpreendi com isso. Havia mais turistas em Weimar que Dresden. Após algumas informações no Touristeninformationen, seguimos ao Stadtschloss, um antigo castelo da era medieval. Hoje o castelo abriga alguns museus, mas não chegamos a entrar. Logo depois caminhamos pelo centro histórico. A Marktplatz é simplesmente adorável, com uma fonte de Netuno ao centro. Para minha supresa, havia o Ginkgo Museum, dedicado inteiramente a esta árvore milenar. Mudas e sementes de Ginkgo estavam a venda, assim como objetos diversos relacionados a planta. A princípio não entendi o porquê de um museu dedicado a uma planta asiática no meio da Alemanha, mas depois de um tempo lembrei que Goethe escreveu um poema, bastante famosos por sinal, onde ele citava o Ginkgo.

Ginkgo biloba

A folha desta árvore que de Leste
Ao meu jardim se veio afeiçoar,
Dá-nos um gosto de um sentido oculto
Capaz de um sábio edificar.

Será um ser vivo apenas
Em si mesmo em dois partido?
Serão dois que se elegeram
E nós julgamos num unidos?

P’ra responder às perguntas
Tenho o sentido real:
Não vês por meus cantos como
Sou uno e duplo, afinal?

Foi em Weimar que Goethe viveu até sua morte e foi lá que ele escreveu seu famoso poema sobre o Ginkgo biloba. Visitamos a casa de Goethe, que hoje abriga o Goethe Nationalmuseum. A casa, que encontra-se muito bem preservada, era muito confortável para a época, bem ampla e iluminada. Goethe era um adorador de obras de arte, perceptível pela imensa coleção de quadros e obras de arte. Além disso, ela tinha uma coleção de pedras e uma biblioteca particular com cerca de 8 mil livros. A casa possui um imenso jardim, onde Goethe podia cultivar suas espécies, já que ele se interessava por Botânica.
Após a visita a casa de Goethe, fomos almoçar em uma cantina italiana. Pedi Carbonara Pasta. Estava bom, apenas bom. Seguimos ao Stadtmuseum, onde toda a história de Weimar está contada. Os fatos que mais marcaram a cidade, foram a República de Weimar e os acontecimentos durante a 2ª Guerra Mundial. Em 1919, das cinzas da 1ª Guerra e do Império, surgiu uma República fragilizada, numa era de grandes dificuldades econômicas não só na Alemanha derrotada como também no mundo todo. O social-democrata Friedrich Ebert foi encarregado de formar o primeiro governo republicano. Tendo-se distanciado das idéias revolucionárias do passado, os social-democratas consideravam sua principal tarefa garantir a transição ordenada para a nova forma de Estado. A eleição de 1919 – a primeira em que mulheres puderam votar – resultou em grande maioria para a democracia parlamentar. A Constituição, promulgada em agosto daquele ano em Weimar, acentuou a unidade alemã: os Estados não tinham soberania. Os três partidos republicanos que detinham a maioria na Assembléia Nacional não foram fortes o suficiente para enfrentar, na década de 20, as tendências que se colocavam contra o Estado democrático: aos radicais de esquerda logo vieram se somar os de direita, que ganhavam cada vez mais influência no seio do povo. As dificuldades econômicas do pós-guerra e as rigorosas condições impostas pelo Tratado de Versalhes, assinado em 1919, alimentaram um profundo ceticismo em relação à república. Os distúrbios atingiram seu ápice em 1923, quando a inflação assumiu proporções dramáticas (um dólar chegou a valer 4,2 bilhões de marcos). Franceses e belgas ocuparam a região do rio Ruhr, quando os alemães deixaram de pagar as parcelas da indenização de guerra. Nesse ambiente conturbado, Adolf Hitler, então chefe do pequeno Partido Nacional-Socialista (NSDAP), tentou um golpe malogrado em Munique,. A época também foi marcada por tentativas dos comunistas de tomar o poder. O declínio da República de Weimar começou com o colapso da bolsa de Nova York e a crise econômica mundial de 1929 – mesmo ano em que morreu Stresemann. A história dos anos seguintes foi marcada pela ascensão, nas eleições de 1930, dos ultranacionalistas (nacional-socialistas) e dos marxistas (comunistas). Em seu radicalismo, ambos aproveitaram-se do desemprego (que atingia 4,4 milhões de pessoas em 1930) e da miséria geral. Em 1931, a crise levou à quebra dos bancos e, em 1932, a situação se agravou ainda mais: os desempregados somavam 5,6 milhões e o marechal Hindenburg foi reeleito presidente, com Hitler em segundo lugar. Em meio aos tumultos, o chanceler Heinrich Brüning (centro) foi demitido e substituído por Franz von Papen. O novo governo revogou medidas antes adotadas para conter as formações paramilitares dos nacional-socialistas (nazistas), e Hitler, em troca, passou a tolerá-lo. Em janeiro de 1933, após a demissão de Von Papen, Hindenburg chamou Hitler para constituir o novo governo.
Durante a 2ª Guerra Mundial o campo de concentração Buchenwald, nas redondezas de Weimar, contribuiu para o extermínio de judeus no holocausto. Não conseguimos ir até Buchenwald, pois o KZ está mais afastado da cidade, no meio de uma pequena floresta, propositalmente e estrategicamente escondido. Mas com certeza irei voltar a Weimar para conhecer Buchenwald. No museu vimos ainda como foi a vida em Weimar durante a época da DDR.
No fim do dia seguimos ao Bauhaus Museum. O Bauhaus foi um movimento arquitetônico e estético que surgiu em Weimar, no início dos anos 20, revolucionando o conceito de estética e funcionalidade. A escola foi montada de modo artesanal, independentement. Os alunos não dispunham de dinheiro, portanto realizavam apresentações de teatro e música para arrecadar fundos. Durante a 2ª Guerra Mundial, o movimento não foi visto com bons olhos, e o movimento acabou reprimido na Alemanha. A solução encontrada para preservar esse novo conceito, foi disseminar os ideais do movimento para outros países, principalmente os EUA, espalhando uma onda estética pelo mundo todo. Ao andarmos pelo museu e ver as peças, por um momento achamos tudo muito simples e pouco elaborado. Mas se pararmos para pensar, foi uma revolução na época, uma movimento super moderno. Antes de 1920, o conceito estético baseava-se no clássico, tudo com muitos detalhes. O Bauhaus chegou para simplificar tudo, facilitar o dia a dia, com um conceito em linhas retas e geométricas, para a produção em série. Gostei de aprender um pouco mais sobre Bauhaus. Gosto de visualizar coisas que algum dia revolucionaram o mundo pelas mãos de pesssoas que acreditaram nos seus ideais e não desistiram apesar das dificuldades.
A noite, completamente exaustos, voltamos a Leipzig.

Nesse link você encontra um vídeo promocional da cidade de Weimar.

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