Berlin noch einmal. Berlim mais uma vez.

No domingo, dia 06 de maio, fiquei em Berlim e aproveitei para conhecer lugares que não tive a oportunidade da primeira vez. Acordei cedo, fiz o check-out no Hostel e segui em direção ao Reichstag – o Parlamento Alemão – onde visitaria a cúpula e o terraço. Para essa visita, é necessário agendar uma data com pelo menos 2 dias de antecedência. Na verdade, 7 dias antes são recomendados, uma vez que você tem a oportunidade de escolher os melhores horários. Neste dia estava com N., que agora mora em Berlim. Para entrar no Reichstag, uma revista rigorosa é necessária. Primeiro tem que se mostrar o passaporte, depois tem que passar pelo detector de metais e mostrar o conteúdo da sua mochila ou bolsa. Subimos pelo elevador e chegamos ao terraço, onde recebemos um Audio Guide e por incrível que pareça havia em português, mas apenas português de Portugal. Ao pisar na rampa que dá acesso ao alto da cúpula, o áudio começou a contar a história do Parlamento e as construções nos arredores. É possível ter uma visão quase que panorâmica de Berlim. A arquitetura é algo a parte. Toda de vidro, a cúpula possui uma torre espelhada no centro e no alto uma plataforma em forma de esfera. O centro da esfera de vidro é aberto. Tanto na subida quanto na descida observamos cada prédio que era citado no áudio. Já embaixo, fomos ao terraço, onde é possível ver o Brandenburger Tor por trás. Infelizmente o tempo estava péssimo novamente, mas pelo menos não choveu. Em seguida fomos a Pariser Platz, onde está localizado o Brandenburger Tor. Para mim o símbolo da Alemanha é o Brandenburger Tor e toda vez que estou diante dele constato que de fato estou aqui. É uma sensação muito estranha, mas boa. Acho fascinante este monumento com a Quadriga. Como todo bom turista, fiz uma foto com aquelas pessoas que se fantasiam de guardas ou militares da época do Muro de Berlim. Foi um mico para ficar registrado para sempre. Em seguida demos uma passada no Memorial dos Judeus. Apesar de toda a simbologia que remete ao Holocausto, aquele lugar transmite uma paz enorme. Dali subimos a Unter den Linden, uma vez que queríamos visitar o Pergamon Museum na Museuminsel. Após um lanche rápido, compramos as entradas para o Pergamon Museum; apenas 5 Euros para estudantes. A palavra que resume a exposição do Museu é: Fantástico! É como fazer uma viagem no tempo e se deparar com aquelas construções gregas, romanas e babilônicas. A fachada da Acrópole da cidade de Pergamon na Grécia está inteira dentro do Museu. Os alemães, assim como os britânicos, empreenderam muitas escavações na Grécia e Egito no final do século 19 e início do século 20. As maiores riquezas das civilizações antigas, ironicamente não estão no seu local de origem, mas sim em Berlin e Londres, um assunto que gera polêmica até hoje. A Acrópole não está completa, mas foi remontada fielmente conforme o original. N. me explicou que os gregos eram muito detalhistas e que detinham conhecimentos de anatomia humana. E isso é visível nas esculturas em mármore. Detalhes dos cabelos, dos músculos e das roupas chamam a atenção. Eu não consigo imaginar como estas coisas puderam ser feitas naquela época. Da mesma forma, as colunas gregas dos templos dos deuses me deixaram impressionado. São colunas ernormes, algumas com mais de 10 m de altura, muitas delas esculpidas num único bloco de mármore. Como isso era possível? N. perguntou se eu conseguia ver as diferenças entre as colunas gregas e romanas. As gregas são mais simples, sempre no mesmo formato. Jás as romanas geralmente apresentam adornos no topo, como folhas e faixas. Mais a frente, toda a fachada da rua principal de uma cidade na Babilônia. Todos os azulejos originais, típicos, formavam as paredes. Imagine, da Babilônia. O azul e o amarelo-ocre predominavam. Centenas de esculturas e estátuas completam o acervo do museu. No andar superior, uma exposição sobre o Islã. O que mais chama a atenção são as cores. O vermelho predomina nos tapetes persas onde figuras de pavões estão bordadas. Exaustos, terminamos a visita no Pergamon Museum e decidimos almoçar. Já eram 16:00 h quando pegamos um ônibus e fomos almoçar comida turca num bairro mais afastado de Berlim. Comemos num restaurante turco pois a carne é considerada permitida (como os turcos também são muçulmanos, os animais são mortos de uma maneira preconizada no Corão: o sangue tem que ser todo derramado no chão). Frango e fritas foi o cardápio. No final da tarde me despedi de N. na estação do metrô e tive a impressão de que nunca mais irei vê-la. Passava das 19:00 h quando embarquei rumo a Halle (Saale), a vila onde moro! (:-D).

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